Recebo um e-mail de um leitor do DATA – “dateiro” como os editores do portal gostam de chamar – dizendo-se “muito bravo” com a enquete que o Vox DATA propôs. A enquete apura o que pensa o contribuinte local sobre o apoio que o poder público e a iniciativa privada dão ao Movimento Gay em Poços de Caldas. Esta provocação veio, via e-mail, da cidade de Alfenas, MG.
O portal reproduz, com essa enquete, o pensamento da sociedade sulmineira que, por mais que se esforce, segue sendo muitíssimo preconceituosa em dadas situações. (E neste aspecto concordo com o autor do e-mail, que se diz simpatizante do “movimento”). Por isso, só me resta perguntar: por que o portal quer saber se “é justo” o apoio que o poder público e a iniciativa privada dão ao Movimento Gay? Porque o Vox DATA não quis saber, por exemplo, sobre o apoio que esses dois atores sociais dão ao MotoCross, ao teatro, etc. Por que o Vox DATA não quis saber se o apoio que a Cultura recebe desses dois setores é justo? Por que a indagação foi produzida exclusivamente em torno do Movimento Gay.
Como Procuradora do Leitor, fico triste com esse tipo de atitude que salta da pauta dos editores do DATA e remarca, fortemente, o preconceito com que se tinge questões ligadas à opção sexual das pessoas. Como se não bastasse o exagero dos ataques levantados por alguns segmentos da Igreja Evangélica contra os gays (e, especialmente, contra o “movimento”), agora, tenho que me defrontar com o descompasso de um portal moderno e frentista como o DATA, prestando-se a alimentar essa diferença.
É lamentável esse tipo de comportamento.
Isso, sim, é retroceder!
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