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Dilapidadores Espontâneos

Queridos amigos do Data Mundo,

Nossos cordiais e sinceros sentimentos de muita alegria. Que o Mestre de Amor e Paz seja nosso guia, hoje e sempre.

Ao desenvolver o texto que se segue, buscamos ao nosso redor os clássicos exemplos que fazem de nossos dias ainda mais penosos.

Nos dias amargos que rondam algumas criaturas e diante das aflições que nos configuram abençoadas oportunidades de desenvolvimento e o exercício de nossas potencialidades, podemos identificar aqueles que são agentes do agravamento das penas que, muito embora sejam de nossos compromissos assumidos nesta ou em outras existências, não escusam esses referidos companheiros de jornada da sua respectiva responsabilidade. Já nos advertem os amigos do plano espiritual para que: “Aliviemos as dificuldades alheias ao limite de nossas forças”, esse o nosso dever.

E nós?! Quem somos nós? Somos os instrumentos da amargura e do caminho pedregoso ou estamos cumprindo com a nossa obrigação cristã da caridade desinteressada?

Pessoas vivem ansiosas, estressadas, cansadas, justificando suas dificuldades com um mundo cheio de cobranças, quando em realidade a cobrança parte de nós mesmos, seja consigo próprio, seja para com o próximo. Existem seres que ao se verem cobrados, vêm-se na necessidade de retransmitir a sensação por ele enfrentada, tal como infligir sofrimento ao outro lhe aliviasse.

Tiranos e tiranas do lar, do trabalho, da sociedade, pessoas que se impõe a todo instante visando se destacar ou afirmar sua autoridade que esconde apenas fragilidade e medo, denotando que faltam preenchimento e uma vivência mais espiritualizada.

Não se diga daí que são pessoas ateístas, distantes ou incrédulas, pois em grande número são pessoas que se escondem por trás das religiões mais sérias, sendo titulares de cargos e encargos nas instituições e ainda assim disseminam discórdia, ciúmes, inveja, não poupando quem quer que seja pela sua satisfação pessoal e para alívio de frustrações internas. Decorre daí o justo pensamento, que não basta ter religião, faz-se mister a “RELIGIOSIDADE”, vivenciar, testemunhar, em que seguimento religioso for.

Referenciando o Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, os mensageiros do invisível nos esclarecem na questão 895 que o sinal mais característico da imperfeição é o “interesse pessoal” e quão mais, a criatura, empregue seus esforços em domar suas más tendências mais notório será seu desenvolvimento e seu afastamento do dolo dos erros.

Sejamos nós os primeiros a empreender o trabalho no bem, o alivio no outro, o contributo sincero para edificação do mundo de Paz e harmonia tão almejada por todos, cientes que cabe a cada um de nós: construir, dia após dia com nossos próprios atos e sentimento.

Muita Paz, Sempre.

Um grande abraço do amigo

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