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A verdade sobre a morte.

Quem nunca se perguntou sobre qual destino nos é reservado após a morte? Até entre os mais incrédulos e ateístas a dúvida faz vibrar os mais profundos sentimentos de angústia.

Afinal, seria a morte o fim de tudo? Nossas lembranças, nossos apreços, valores, moral, tudo se acaba de uma hora para outra? A realidade é que todos, sem exceção, ao refletirem sinceramente, sobre o “grande nada” frente ao cessar da vida orgânica sentem um vazio e uma sensação de futilidade existencial. Há alguma coisa de realmente útil em empregar esforços para uma vida leal, regrada e moralmente elevada? A verdade é que o mundo segue uma relativa ordem, pois se encontram em nós os traços instintivos e o germe inato da individualidade, pré-existência e continuidade da vida.

O tema “Morte” e suas nuanças posteriores, a passagem, o desenlace, o destino de acordo com nossas obras, deixam o campo da crença para o campo do “conhecimento”, munindo todo aquele que desarmado de restrições busque o esclarecimento. O primeiro e mais importante ponto que nos faz compreender essa questão é a “Justiça e Bondade de Deus”. Qualquer pessoa que confronte o atributo da divindade ao “apagão eterno”, será obrigada a abandonar um ou outro aspecto; ou Deus é Justo e Bom, e nos contempla com novas perspectivas após a existência da matéria perecível, ou então é um ser cheio de preferências por alguns, esquecendo-se de outros contemporâneos nossos, contrariando o atributo; quanto de impunidade, quanto de injustiça, quanto de iniqüidade!

Como explicar, sem questionar a Sublime Inteligência do Universo? E por falar nisso, se humanamente é inconcebível, como seria possível que o Ser Supremo criasse um processo tanto quanto duvidoso em termos evolutivos?! Bem, o Evangelho, segundo o Espiritismo, já na sua introdução nos esclarece que aos maus seria um grande lucro, tivessem anulada a responsabilidade por aquilo que praticou. O Livro dos Espíritos, o livro de perguntas e respostas editado para nossa melhor compreensão dos temas relacionados à vida como um todo, trata do assunto de forma magistral fornecendo as bases para um entendimento ampliado das questões de interesse universal.

A Doutrina Espírita, tendo por princípio básico a vida após a morte, nos abre caminhos fazendo-nos relembrar que, desde a mais remota antiguidade, a contínua existência já era crença comum e os textos bíblicos estão repletos de fatos que provam que tal situação não é nova e nem criada pelo Espiritismo. Sendo assim, querido amigo, nem que queiramos, conseguiremos fugir à justiça implacável da qual nos falam os evangelhos, residindo na consciência o “Juiz” de nossos atos.
Pensemos nisso e busquemos uma existência edificante para nós e para o próximo.

Muita Paz, sempre.

Um grande abraço do amigo

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