Iniciamos mais uma etapa em nossa existência, e a passagem de ano caracteriza bem os começos e recomeços. Ao menos psicologicamente, tem esse efeito. Mas uma coisa é bem certa, pensar e agir positivamente irá ajudar SEMPRE.
Sabemos que isso nem sempre será a mais fácil tarefa, porém configura-se nosso dever cristão tentar ao limite de nossas forças, pois, afinal, estamos na melhor época de nossa existência. A alguns causará estranheza tal afirmativa, no entanto, não duvide! Nem todos os que nos lêem têm convicção plena da anterioridade das existências, mas levando em conta esta verdade, nossa marcha será sempre evolutiva, ascendente, pois não é lógico ou racional que percamos ao longo das existências as aquisições intelecto-morais que as experiências do espírito proporcionou. Para que nos façamos entendidos, pense: Após você aprender a ler e/ou escrever existe maneira de se “desaprender”?! Ou isso será para nós uma aquisição perene?!
Diante das dificuldades, incertezas e até grandes provações, não nos inquietemos, pois, além de não estarmos jamais abandonados na beira do caminho, seremos sempre acautelados pela assertiva de que “NADA”, absolutamente “NADA” é acaso.
Mesmo assim, não gaste suas energias se perguntando o motivo disso ou daquilo, siga trabalhando ativamente como se isso não fosse preocupação nossa. Ainda recentemente, em um programa desses semanais de jornalismo, apresentaram pessoas que afirmavam que iriam fazer a diferença em 2009. Por que então não fazermos o mesmo!? Não custa nada, só vai nos fazer bem, e no final você vai ver o quanto valeu à pena. Lembre-se de que poderemos viver encarnados alguns minutos mais ou algumas décadas mais. Porém, a providencial incerteza dos dias que nos restam pede que ajamos “agora”, pois não podemos esperar por um amanhã que nem sabemos se estaremos aqui, frente a frente, com as oportunidades.
Para ilustrar gostaria de compartilhar uma linda história real que guardamos no coração:
A ALEGRIA DE BEZERRA DE MENEZES
Um dia perguntei ao Dr. BEZERRA DE MENEZES qual foi a sua maior felicidade quando chegou ao plano espiritual. Ele respondeu:
- A minha maior felicidade, meu filho, foi quando Celina, a mensageira de Maria Santíssima, se aproximou do leito em que eu ainda estava dormindo e, tocando-me, falou suavemente:
- Bezerra, acorde, Bezerra! Abri os olhos e vi-a, bela e radiosa.
- Minha filha, é você Celina?!
- Sim, sou eu, meu amigo. A Mãe de Jesus pediu-me que lhe dissesse que você já se encontra na Vida Maior, havendo atravessado a porta da imortalidade. Agora, Bezerra, desperte feliz.
Chegaram os meus familiares, os companheiros queridos das hostes espíritas que me vinham saudar. Mas eu ouvia um murmúrio, que me parecia vir de fora.
Então, Celina me disse:
- Venha ver, Bezerra.
Ajudando-me a erguer-me do leito, amparou-me até uma sacada, e eu vi, meu filho, uma multidão que me acenava, com ternura e lágrimas nos olhos.
- Quem são Celina? - perguntei-lhe - Não conheço ninguém. Quem são?
- São aqueles Espíritos a quem você consolou, sem nunca perguntar-lhes o nome. São aqueles Espíritos atormentados, que chegaram às sessões mediúnicas e a sua palavra caiu sobre eles como um bálsamo numa ferida em chaga viva; são os esquecidos da Terra, os destroçados do mundo, a quem você estimulou e guiou. São eles que o vêm saudar no pórtico da Eternidade...
E o Dr. BEZERRA concluiu:
- A felicidade sem lindes existe, meu filho, como decorrência do bem que fazemos, das lágrimas que enxugamos, das palavras que semeamos no caminho, para atapetar a senda que um dia percorreremos.
Livro: O Semeador de Estrelas, de Suely Caldas Schubert
Muita Paz, Sempre!

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