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ASSOCIAÇÃO QUER CERTIFIFICAÇÃO
Assodantas aguarda obtenção de certificação Fair Trade, voltada
para associações e cooperativas agrícolas familiares, para garantir preços justos! Leia!

A Associação dos Agricultores Familiares do Córrego D’antas (Assodantas) aguarda a obtenção da certificação Fair trade, voltada para associações e cooperativas agrícolas familiares, que garante preços justos na negociação dos produtos e atesta a qualidade do que é produzido em conformidade com normas agrícolas, sociais e ambientais adequadas.

No mês de junho, com o apoio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho (Sedet), toda a documentação necessária para a certificação foi enviada para a Flo-Cert, órgão que confere o certificado. “Agora, a expectativa é quanto à aprovação da documentação e tão logo isso ocorra, será feito o agendamento da inspeção a ser realizada na comunidade do Córrego D’antas para que, então, a Assodantas receba o certificado, marcando uma nova fase na cafeicultura poços-caldense”, explica o secretário de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, Marcos Tadeu Sala Sansão.
O selo Fair trade inclui produtos de alimentação diversos, como café, chá, açúcar, frutas, vinho, mel, arroz, soja, além de produtos não comestíveis, como algodão, flores e cosméticos. O comércio justo certificado, que conta com o selo Fair trade, parece imune à crise econômica. As vendas somaram 5,48 milhões de euros no ano passado, 40% a mais que no ano anterior.

“Certificar os produtores familiares é fundamental para que eles tenham um lucro maior e melhores condições de produzir um café de qualidade, gerando uma valorização do produto”, destaca o prefeito Paulo César Silva.

O fairtrade ou comércio justo é um movimento internacional que surgiu na metade da década de 60 para a promoção de condições de mercado mais justas entre países consumidores e produtores de países em desenvolvimento. De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico, a certificação agrega valor ao produto, gerando benefícios aos produtores.  Para receber a certificação, as propriedades precisam passar por adequações nas áreas ambiental e social. “O selo está sendo cada vez mais exigido no exterior. Os consumidores internacionais querem ter certeza de que a propriedade não explora o trabalho infantil, por exemplo”, afirma Sansão.

Para que um produto apresente o selo Fair trade, é obrigatório que todos os elos da cadeia de produção estejam em conformidade com as normas internacionais de certificação do comércio justo, que são determinadas por especialistas em certificação internacional. Entre as exigências, estão a obrigatoriedade escolar para os filhos dos produtores, a proteção dos recursos hídricos e o uso controlado de agrotóxicos.

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