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DEPUTADO E AS HEPATITES
Deputado Geraldo Thadeu propôs, no dia 15 de abril de 2009, debate acerca da
situação das hepatittes na Câmara Federal. Durante 30 minutos ele versou sobre a questão.

Na tarde do dia 15 de abril de 2009, o deputado Geraldo Thadeu subiu à tribuna da Câmara dos Deputados para falar sobre o problema das Hepatites virais no Brasil. Em quase trinta minutos de fala, transmitida pela TV Câmara, o parlamentar ressaltou a necessidade de fortalecimento da luta contra uma das doenças que mais matam no país e no mundo.

Durante o pronunciamento, o deputado ressaltou os números alarmantes da Organização Mundial da Saúde, que estima 550 milhões de infectados em todo o mundo, o que acarreta um milhão e meio de mortes por ano.. De acordo com Geraldo Thadeu, o Brasil fortalece esses dados, com cerca de seis milhões de infectados com o vírus das hepatites B e C.

Para o parlamentar, a falta de informação e a ausência de campanhas de mobilização fazem com que 95% dos brasileiros infectados desconheçam serem portadores da doença. A falta de tratamento pode acarretar infecção crônica, “que leva à cirrose hepática e ao câncer, comprometendo a vida dos doentes e causando milhares de mortes”, afirma o parlamentar.


Também durante o pronunciamento, Geraldo Thadeu explicou que a combinação de medicamentos, a exemplo do tratamento da Aids, é fundamental para a cura da doença. Diante do fato, o deputado justificou a necessidade de o Ministério da Saúde atualizar o Protocolo.

O deputado citou, como forte aliadas no trabalho, as parcerias entre a Frente Parlamentar das Hepatites, da qual é presidente, o Programa Nacional e diversas ONGs . Para ele, “ações integradas, com diálogos que priorizem a experiência e as novas metas são o caminho na luta contra esse mal”.

Geraldo Thadeu finalizou o discurso, ressaltando a mobilização do dia 19 de maio, Dia Mundial de Luta contra as Hepatites. Segundo ele, várias ações serão realizadas em todo o país pelas Secretarias de Saúde e pelas ONGs. Em Brasília, uma mobilização está sendo preparada para acontecer em frente ao Congresso Nacional, com vacinação e testes de detecção da doença.

Saiba mais

O vírus das hepatites pode ser transmitido via sangüínea, por meio de seringas e de agulhas compartilhadas, além de objetos cortantes contaminados, como alicates de unha e giletes. No caso da hepatite B, cerca de 70% dos casos de transmissão ocorre pelo contato sexual, sendo de mais fácil transmissão do que o virus da AIDS. Existe a possibilidade da transmissão vertical, no momento do parto, e até pelo aleitamento materno. O simples hemograma não detecta a doença, sendo necessário o exame específico anti-HCV e anti-HBV.. Os planos de saúde cobrem estes exames. O tratamento está disponível na rede pública de saúde.

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