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MARCELO MESQUITA GAIGA

Ele é web designer reconhecido e respeitado, é programador web e proprietário da Mr. Malas Internet & Informática Ltda, há 16 anos em Poços de Caldas. Marcelo é técnico em informática com registro no CREA.


DATA MUNDO – É recorrente a denúncia de que o segmento de venda e manutenção de computadores está cheio de picaretas. Como, sendo da área, você reage a esse tipo de acusação?

MARCELO MESQUITA GAIGA - Na informática, como em todo ramo, existem profissionais e os “maus profissionais”. Em minha área, realmente existe muita gente que se diz “entendida” do assunto. Assim, o maior prejudicado é o consumidor que paga e, o mínimo que deveria ter de retorno, é um serviço bem prestado. Em vendas, por exemplo, em certas empresas o mais importante é “pôr pra fora”, qualquer que seja o produto, pois por trás existe uma série de metas a ser cumprida a qualquer custo. Em manutenção, entretanto, faltam profissionais qualificados em uma área que demanda muitos anos de experiência e um conjunto de requisitos para ser um excelente profissional. Mas, com certeza, “só os Fortes sobrevivem”, estabelecendo-se no mercado somente os excelentes profissionais.

DATA MUNDO – Gente especializada tem dito que as grandes redes de lojas têm vendido produtos de baixa qualidade visando apenas à luta concorrencial. Como os pequenos e médios podem enfrentar esse massacre imposto por gente que compra em grandes quantidades?

MARCELO MESQUITA GAIGA - Infelizmente isso acontece em todos os setores. E na informática não seria diferente. Quem perde com isso é o consumidor final que leva um produto pelo preço mais em conta, mas, por trás, existe um pós-venda, um suporte, uma assistência, um feedback a ser levado em conta. Pode-se pagar mais barato por um mesmo produto, mas pagar caro por ele posteriormente. Quem só leva em conta o preço do produto, com certeza, são as verdadeiras vítimas.

DATA MUNDO – Na outra ponta da questão, há quem garanta que os pequenos do setor insistem em colocar no mercado produtos pirateados e de origem duvidosa. Como, afinal, pode-se depurar o que presta e o que não presta neste segmento?

MARCELO MESQUITA GAIGA - Um usuário final de compra de um produto de informática, nem sempre sabe o que está levando. Ele é, muitas vezes, levado pelo profissional que o fornece. É difícil para um “leigo” analisar um determinado equipamento e se certificar que o mesmo é um produto genuíno. Por isso, é muito importante levar em conta fatores que predeterminam na hora da aquisição de qualquer que seja o item ligado à informática, como por exemplo: Tempo de vida da empresa de quem ele está comprando; feeling na hora do contato com o profissional que irá atendê-lo; conhecimento técnico e do produto; respostas imediatas e sanadas de todas suas dúvidas na hora de comprar; e informações de outros clientes que estão habituados a comprar no estabelecimento. Há outros cuidados que contam. Estes, entretanto, são quase decisivos.

DATA MUNDO - O mix de produtos colocados hoje no mercado de computadores é enorme. Em que o leigo que pretende comprar, por exemplo, o seu primeiro computador, deve se inspirar para não entrar “numa barca furada”?

MARCELO MESQUITA GAIGA - Primeiramente é procurar um profissional competente e estabelecido no que faz. Uma boa venda de informática é aquela que o consumidor leva o que irá servir para a sua finalidade ou o que o seu bolso pode investir. Não podemos nos esquecer de que o preço está aliado à qualidade, principalmente quando se diz de TI. A tecnologia para ser melhor está aliada a produtos mais caros.

DATA MUNDO – A cada dia que passa, a sensação que se tem é que as grandes redes passam a impor os preços em detrimento de marcas. Em se tratando do mundo dos computadores, as marcas que já foram tão aclamadas no passado estão, de fato, perdendo importância?

MARCELO MESQUITA GAIGA - Não. Em mais de 15 anos de experiência, sempre, durante este período, as grandes marcas de sempre se destacaram e deram continuidade par a evolução da tecnologia. Marcas como Intel, IBM, Microsoft, MAC entre outras, sempre foram referências no mercado de TI e continuam sendo, trazendo sempre, a cada momento, o que há de mais moderno no segmento. A internet também evoluiu muito durante esses anos, e elevaram empresas como, por exemplo, a Google, que hoje é a marca mais conhecida do mundo e, praticamente, domina o mundo da internet, oferecendo ferramentas sem as quais, hoje em dia, seria impossível navegar.

DATA MUNDO – As indústrias “vomitam”, a todo dia, novos modelos e novas configurações. Como o usuário deve reagir para não “cair em mera publicidade” e, ao mesmo tempo, não se afastar muito das modernidades realmente necessárias?

MARCELO MESQUITA GAIGA - Na informática, especificamente em computadores, o que defasa não é o equipamento, mas o que os fazem rodar, que são os sistemas operacionais e softwares. Estes, sim, forçam um upgrade constante dos equipamentos. Claro que todo mundo quer ter sempre o que há de mais moderno em equipamentos, mas a pergunta é: preciso mesmo de tudo isso? Analise corretamente o que você tem, o que faz com ele e para o que está sendo sua finalidade. Assim, com certeza, terá a resposta correta.

DATA MUNDO – Computadores, equipamentos e acessórios ficam obsoletos numa velocidade muito grande. De que modo o consumidor terá noção de que a hora é de “trocar tudo” ou apenas implementar um acessório novo que chegou ao mercado?

MARCELO MESQUITA GAIGA - Algumas perguntas precisam ser feitas, como: para o que eu utilizo meu atual equipamento, me atende? A velocidade de execução de minhas tarefas ainda está a mesma? Necessito de atualização de softwares, mas meu equipamento não suporta? Com as respostas para estas perguntar, certamente você terá a convicção de que se é ou não a hora de trocar tudo.

DATA MUNDO – No segmento da construção de sites, muito se copia e muito pouco se cria. Daí, existir entre os web designers uma multiplicidade de preços para a mesma prestação de serviço. Onde fica verdadeiramente o limite entre construção e cópia de um projeto virtual?

MARCELO MESQUITA GAIGA - A internet é uma vitrine muito vasta, senão a maior de todas. Com bilhões e bilhões de sites, às vezes é difícil encontrar uma cópia, mas isso não é impossível e nós já visualizamos produtos semelhantes e até mesmo fomos vítimas dela. Certa vez, estava navegando na internet e constatei um site idêntico ao Guia Poços de Caldas – www.guiapocosdecaldas.com.br, que é um projeto nosso também de sucesso. A cópia era tão escarrada que até os textos eram idênticos, inclusive o nome do nosso Guia Poços de Caldas. Na época, entramos em contato com o pessoal do site e o mesmo foi retirado do ar no mesmo instante. Mas quantas pessoas já poderiam ter visitado o site e constatado a mesma coisa que nós, e com isso ficar com a dúvida de, qual era o verdadeiro e quem tinha copiado de quem. É complicado, pois por trás de um site iniciado do zero, como nós chamamos, existem várias etapas a serem passadas e existe, além de tudo, uma arte única a ser criada que demanda um profissionalismo intenso. Outro fator também, é a busca constante da perfeição, com detalhes, traços, concordâncias, textos, estruturação e etc, que só um excelente profissional consegue ter a capacidade para tal e isso tudo gera um custo final. Costumo falar que um serviço “não tem preço” e não é um produto a ser cotado. Infelizmente, como já disse acima, quem busca preço, são as verdadeiras vítimas.

DATA MUNDO – Usuários de sites e portais reclamam que muitos profissionais da área, no afã de terem seus serviços contratados, prometem aquilo que não podem cumprir. Algumas vezes, como denunciam os usuários, esses profissionais armam arapucas vendendo a construção do site sem falar, antes, do custo de manutenção que pode ser muito maior. Como situações enganosas feito essas podem ser evitadas?

MARCELO MESQUITA GAIGA - A pessoa ou empresa que quer ter um site desenvolvido por um profissional da área, precisará ter em mente e anotado: O que se quer do site, sua estrutura e conteúdo, o tamanho do projeto, como o site e quantas vezes vai ser atualizado, dentre outras, que varia muito de cada empresa contratada. Muitas vezes, a pessoa pensa só no que vê e, é claro, como não reconhece os procedimentos da criação de um site, acha que todas as idéias são viáveis, todas são, mas a pergunta é: E os custos? Então é importante analisar todas as possibilidades para estar satisfeito, com o que tinha em mente e o que será apresentado no início e no final pela empresa contratada.

DATA MUNDO – O universo virtual está poluído por tantos sites e páginas abandonados pelos seus donos, frustrados com o resultado daquilo que fora projeto. Por que, em sua opinião, isso tem acontecido com tanta frequência?

MARCELO MESQUITA GAIGA - Uma grande parte de nosso portfólio de sites, desenvolvidos ou que estão em desenvolvimento, é de pessoas e empresas frustradas com a empresa anterior que contratou e “criou” o que não tinha pensado, ou até mesmo pensou nisso tudo e não teve um produto final como desejaria. Um site é muito complexo e requer muitas etapas para o seu desenvolvimento e, no final dele, a disponibilização no ar, o treinamento de como operar o site, recebimentos e envio de e-mails, publicidades a serem feitas para alavancar a divulgação do produto, dentre outras que, na maioria das vezes, um mal profissional não reconhece e, com isso, não passa todas as informações necessárias para a satisfação total do cliente.
Outro ponto também é a falta de profissionais competentes nessa área, que requer bem mais do que necessariamente um conhecimento de ferramentas de desenvolvimento mas, acima de tudo, criatividade e noção do que faz. E, com isso, é vendido um site, disponibilizado no ar, mas sem qualquer sequência disso, ou muitas das vezes o cliente escolhe uma pessoa física para desenvolver o seu site e quando necessita de uma manutenção, esse profissional sumiu e ele, dependendo do que o seu site é, terá que pagar novamente para desenvolver ou alterar.
Agora, esses sites que ficam vagando pela internet sem qualquer mudança ou adequação atual, são também registrados em domínios que não tem extensão pagas, como por exemplo o .com ou .com.br, pois para se ter isso o cliente terá um custo anual e mensal, mas as vezes a empresa é obrigada a pagar esses custos e continuar com o que tem no ar, por conta do sumiço do profissional desenvolvedor, porque não quer pagar novamente pelo novo desenvolvimento. Enfim, um site bem desenvolvido, por uma empresa idônea e sólida, profissionais competentes e mentes abertas, sempre vai ser um ponto que o visitante irá visitar e comentar com outras pessoas sobre o seu site.

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