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ALEXSANDER FERNANDES
Ele é diretor-administrativo da “GUARDIÃO POÇOS”. Aos 33 anos, além de ser diplomado em Engenharia
Civil, Eletrônica e Administração, ele especializou-se em “Segurança Eletrônica” atendendo a 300 clientes!

DATA MUNDO – Muitos contribuintes ainda rejeitam a idéia da Segurança Privada alegando tratar-se de “bitributação”, já que o Estado cobra impostos para produzir Segurança Pública. Como você analisa essa leitura que tem sido feita por setores da sociedade?

ALEXSANDER FERNANDES DE AZEVEDO - Bem, em primeiro lugar obrigado pelo convite e pela oportunidade de poder esclarecer aos interessados no tema.  Quanto à pergunta, acho que existem pessoas que gostam muito de cobrar, assim como existem as que gostam de fazer. Para você saber que tipo de pessoa você é, analise sua própria resposta a essa pergunta. Temos que esquecer o que seria ideal, e nos concentrar no que é realidade, e esta é que se formos esperar soluções milagrosas, milagres até podem acontecer, mas às vezes demoram e muitos terminam sua vida a esperar.

DATA MUNDO – Frente a várias ocorrências de violência e de invasão de espaços individuais, você entende que a Segurança Privada é, de fato, uma necessidade para qual o Estado não conseguirá dar respostas mais concretas?

ALEXSANDER FERNANDES DE AZEVEDO - Com certeza. Seja estadual, municipal ou federal qualquer órgão, entidade ou grupo não poderá jamais solucionar os problemas citados. Pois todo mundo etiqueta estes problemas como acredita ser em sua opinião: “problema social” “crise financeira”, “falta de melhoria na Educação”, mas sempre deixando nas mãos do governo e das polícias. Há quem queira entregar o problema inclusive a pais e mães que, às vezes, mal podem se sustentar, quanto mais controlar um filho corrompido pelas drogas.  O fator, em minha opinião, que gera estes problemas é só um, porém        sem solução efetiva: o Instinto Humano. Por isso, sempre existirá a violência. O que podemos fazer é dificultar que ela aconteça, previnindo, inibindo, desistimulando o aumento.  Sabe por que ainda existe roubo? Porque muitos são bem-sucedidos. Sugiro, portanto, que as pessoas parem de buscar costas para carregar culpas.  Sugiro que as pessoas parem de procurar órgãos, grupos ou governos para assumir responsabilidade de coisas que vemos que a solução é complexa e, ao mesmo tempo, simples. Melhor que nos previnamos. Pois a violência que não é só da porta pra dentro de sua casa, pode alcançar seu filho na rua a caminho de sua casa, ou até mesmo frente a seu portão, em sua calçada.

DATA MUNDO – Parte da sociedade ainda vê o emprego da tecnologia para produzir segurança como uma prestação de serviço acessível apenas pelas classes mais abastadas. O que se pode dizer diante desta idéia?

ALEXSANDER FERNANDES DE AZEVEDO - Também se pensava isso há 10 anos a respeito da internet e da telefonia celular. Hoje em dia é indispensável a todas as classes sociais e acessíveis a todas elas. É como os computadores que custavam uma fortuna e, hoje, todo mundo carrega em sua pasta ou no bolso um com tecnologia milhões de vezes mais adiantada do que os caríssimos de antigamente. Para dar uma idéia real de preços, hoje um SISTEMA DE ALARMES para sua residência, indústria ou comércio custa praticamente o mesmo preço de um alarme de carro, raramente com custo superior a R$ 500,00 ou um SISTEMA DE RASTREAMENTO DE VEÍCULOS podendo, hoje em dia, ser até um veículo de passeio que custa, já instalado, pouco mais de R$ 1.300,00, ou ainda um sistema de CÂMERAS DE SEGURANÇA onde uma câmera tem um custo inferior a R$ 200,00. Estes números são reais e falam por si, pois o que é caro ou não depende do ponto de vista, da necessidade ou da possibilidade de cada um. Pra se ter uma idéia, nossa empresa oferece sistema de alarmes em condição de comodato sem qualquer custo e a pessoa paga somente R$ 80,00 (mês) pelo serviço de monitoramento completo. Caro mesmo é dar sorte ao azar e depois pagar o preço que a insegurança gera.

DATA MUNDO - Segurança Eletrônica é, atualmente, muito mais do que alarmes como fatia considerável da sociedade imagina. Em verdade, que serviços podem ser prestados, hoje, demão de tantos recursos tecnológicos?

ALEXSANDER FERNANDES DE AZEVEDO - Eu passaria horas falando a respeito e não conseguiríamos esgotar as possibilidades. Desde o rastreamento de pessoas, veículos, objetos até o controle total de um edifício à distância. E tem mais: hoje em dia, a segurança eletrônica não é voltada somente à segurança propriamente dita. Por exemplo, uma pequena fatia do que abrange são as CÂMERAS DE SEGURANÇA, estas podem ser monitoradas de qualquer local ate mesmo na rua com um notebook e uma conexão móvel à internet. Enfim, podem-se ver as imagens de qualquer local, a qualquer distância bastando um sistema bem feito e uma conexão de internet. Isso abre outras possibilidades como, por exemplo, colocar as imagens de sua clínica veterinária na internet para que o zeloso dono do cãozinho possa acompanha desde uma simples tosa até um procedimento cirúrgico. E isso pode ser estendido a uma clínica médica humana ou mesmo a uma sala de aula para que os pais possam acompanhar desde uma criança no berçário até o filho na sala de aula. Isso pode ser disponibilizado pela escola, aumentando a qualidade do serviço prestado ou até mesmo ser instalado por grupos amigos do bairro (coisa que está em falta nos dias de hoje), para tornar um bairro de repente não considerado “nobre” em uma área mais segura e, por conseqüência, valorizar a localização e os imóveis. As imagens da área de produção de sua empresa podem servir para assuntos trabalhistas, apuração de motivos em falha de produção ou avaliação do processo produtivo com o fim de melhorar os objetivos ou mesmo disponibilizar as imagens de sua oficina na área de clientes de seu site e mostrar a seu cliente a peça sendo montada, usinada etc. Isso prova que a qualidade e o profissionalismo de sua empresa, como eu disse, é só uma pequena fatia do que fazemos. Existe muito mais e podem acreditar. TUDO É POSSÍVEL, basta encontrar a empresa e o profissional certo para executar.

DATA MUNDO – Além das garantias às pessoas físicas, a Segurança Eletrônica tem sido um expediente de que se servem as empresas. Que tipo de empresas e negócio podem, de fato, contar com esse assessoramento? E que nível de resultado pode-se esperar?
     
ALEXSANDER FERNANDES DE AZEVEDO - Como eu acabei de citar algumas possibilidades, só gostaria de complementar dizendo que o que torna tão promissora a área de segurança eletrônica é que ela se adapta a todo tipo de empresa, comércio ou residência e pode substituir a mão de obra      humana em situações desgastantes como uma vigilância noturna ou       ser muito mais viável em questão de custos como o serviço de portaria        virtual que elimina a necessidade de um, às vezes dois ou mais porteiros        para atender em um condomínio. Este serviço pode ser todo automatizado e à distância em condições melhores, menos desgastantes e que não geram vínculos empregatícios aos condôminos. No caso de uma transportadora, podem se rastrear os veículos ou carga e, ao mesmo tempo, monitorar desde a transportadora até o destino tendo informações completas como, por exemplo, velocidade, temperatura de carga refrigerada, alterações de velocidade e análise de estilo de direção, além de mostrar as condições do motorista quanto ao cansaço, estresse, perícia no volante e muito mais.
DATA MUNDO – Os mais enfezados dizem que o uso de câmeras em ambientes inimagináveis é invasivo e viola preceitos que regem direitos individuais. Como você acha que essa discussão deva ser encarada?

ALEXSANDER FERNANDES DE AZEVEDO - Com o entendimento de que o fator que mais contribui para a criminalidade é o excesso de direitos, o marginal tem todos os direitos humanos possíveis, enquanto que um pai de família, muitas vezes, tem que suplicar por um atendimento em caso de uma emergência de vida. Acredito que segurança, para quem sabe os próprios filhos, é mais importante que, de repente poder coçar o nariz ou sentar-se de pernas descruzadas sem ser visto ou filmado. Se o cidadão de bem se sente invadindo pelas câmeras de segurança, imaginem a preocupação do ladrão, que enfrenta a possibilidade de ter sua imagem no ato do delito, servindo como a prova mais inegável que existe.

DATA MUNDO – Imaginando, por exemplo, a linha de produção de uma determinada fábrica, onde fica a linha que separa a mera vigilância do desejo de se produzir segurança? O que, em verdade, diferencia as duas questões?

ALEXSANDER FERNANDES DE AZEVEDO - Nunca conheci um cliente que desejasse apenas mera vigilância. A finalidade é realmente de produzir segurança.  No caso de uma linha de produção, essa segurança pode ser bem mais ampla,pois, pode servir até mesmo para apurar uma falha, culpa ou inocência, além, claro, do desempenho dos funcionários e do processo.  Muitas empresas estão mandando embora seus encarregados e colocando monitoramento por câmeras, pois chegaram à conclusão que o encarregado nada mais é que mais um funcionário como os outros e uma grande verdade é que: O que mais engorda o gado são os olhos do dono!

DATA MUNDO – Um grande desafio é gerir segurança nas portarias de edifícios que têm sido, recorrentemente, violados. O que existe de novo a ser adaptado como forma de resolver esse crescente gargalo da violência urbana no sul de Minas?

ALEXSANDER FERNANDES DE AZEVEDO - Acho que uma imagem vale mais que mil palavras vejam aqui o que a tecnologia nesta área pode oferecer.

DATA MUNDO – O que pensa da idéia de alguns empresários que escolhem a terceirização da segurança patrimonial do seu negócio?

ALEXSANDER FERNANDES DE AZEVEDO - Sensacional, pois isso evita muitos transtornos à empresa, e ela emprega o tempo e capital que seria investido em pessoal, salários e encargos trabalhistas, material, equipamentos, treinamento, tempo e, por aí, vai. Quando nos deixam a responsabilidade da segurança de uma empresa ou residência fazemos tudo, mais tudo mesmo para que o cliente se sinta seguro e perceba que facilitamos tudo e que, raramente, o incomodamos. Geralmente tomamos todas as providências dentro de nossa possibilidade para só levar um problema para nosso contratante caso seja extremamente necessário. Enfim, a tercerização da segurança patrimonial quando deixada sob responsabilidade de empresas sérias e preparadas é um ótimo negócio para ambas as partes e uma ótima estratégia para se conseguir qualidade com baixo custo.

DATA MUNDO – Hoje, algumas empresas precisam rastrear entrega de malotes e documentos a clientes, ou algumas vezes esse tráfego se dá entre matriz e filiais. Já existem meios de se monitorar o processo de envio e entrega desses valores?

ALEXSANDER FERNANDES DE AZEVEDO - Sim, e é 100% seguro e muito barato. Pode-se até mesmo colocar um rastreador pessoal na mochila de uma criança, a localização é via satélite e o custo seria de pouco mais de R$ 1.000,00 mil reais. O mesmo para qualquer documento, valor ou até uma encomenda. 

DATA MUNDO – Um grupo de políticos é favorável à alocação de câmeras nas ruas de todas as cidades sob alegação de se produzir segurança. Outro grupo, contrapõe-se a esta idéia argüindo a quebra de privacidade das pessoas. Como você vê essa questão?

ALEXSANDER FERNANDES DE AZEVEDO - Realmente acho terrível invadir a privacidade do motorista que ultrapassa o sinal, que anda em alta velocidade e põe em risco os pedestres; é horrível o ladrão deixar, muitas vezes, de lado um assalto por medo de ser reconhecido posteriormente, principalmente porque é um tipo de prova inegável. E complementando, é muito desagradável o cidadão comum não poder parar em fila dupla ou em cima da faixa de pedestre, pois hoje em dia, só temos que olhar para os lados e ver se o guarda não está vendo. Afinal de contas, marginalidade significa estar às margens da lei e, para isso, não precisa especificamente estar encapuzado. Devemos analisar o que é pior: o remédio ou a doença?

DATA MUNDO – Há quem diga que os agentes da violência, ao trabalharem para burlar a segurança proposta por meios eletrônicos, tornam-nos muito mais frágeis do que fomos antes do uso destas modernidades todas. Esta avaliação é correta?

ALEXSANDER FERNANDES DE AZEVEDO - Acho que não, porque, atualmente, os criminosos usam armamento pesado, balas perfurantes etc, já que eles acreditam na tecnologia e usam o que podem para seus fins. Pensar que utilizar de avanços da tecnologia para se defender é um erro, é o mesmo que pensar que a Polícia ainda deveria usar como veiculo um Fusca. E se o fato de se proteger provoca mais violência, basta, então, deixar as portas e janelas de sua casa abertas e o ladrão não entrará, fechando-as você estará incentivando-o a entrar? Para você isso faz sentido?

DATA MUNDO – Há um rio de detetives particulares colocando escutas telefônicas (em fixos e celulares), fazendo uso de câmeras minúsculas, etc. Em sua opinião, até que ponto, de fato, o cidadão moderno pode sentir-se seguro neste país?

ALEXSANDER FERNANDES DE AZEVEDO - Bem, nós vendemos materiais como câmeras, sensores etc, para vários profissionais que trabalham como detetives particulares e acredito que existam alguns com mais ética que outros. Porém, o uso que será feito destes equipamentos não sabemos. Tenho certeza, entretanto, que bons e maus profissionais existem em todos os ramos, assim como existe o médico que salva vidas, tem aquele que trata de assaltantes baleados e os que promovem abortos, e como existem policiais que têm como objetivo proteger e servir, tem os que estão ao lado da criminalidade. Políticos, então, dispensam-se comentários. Mas resumindo, o bem e o mal são características do ser humano e a tecnologia serve para ambas as finalidades. Agora se um lado aposta nela e o outro não, quem vence? Sentir-se seguro neste país ou em outro qualquer é questionável, pois segurança é uma sensação que buscamos mais nunca temos certeza dela. O que podemos fazer é o melhor para evitá-la. Prevenir é meu conselho!