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MARCELO IORIS KOCHE - Direto da UNIGRAN
Ele é diretor da UNIGRAN  e diz que o Ensino via internet veio para ficar, embora descarte a idéia
de que o formato presencial está morrendo. O EAD chega para atender a um específico perfil de aluno.

Leia a íntegra do papo do DATA com ele acerca da experiência Faculdade Virtual – Ensino à Distância -  e tire todas as suas dúvidas:

DATA MUNDO – No primeiro momento da experiência, muita gente viu com desconfiança o Ensino Superior via internet. Acha que esse sentimento já foi superado?

MARCELO IORIS KOCHE (Diretor da UNIGRAN) – É claro que toda novidade causa espanto e, às vezes, desconfiança. Mas isto diminuiu muito, principalmente depois que muitas destas pessoas conheceram a operacionalização dos cursos via EAD. Muitos acreditavam em cursos vagos ou ainda em cursos que não seguissem as mesmas diretrizes curriculares dos presenciais, o que não acontece. Comentários como “temos que ler muito”, “o curso é puxado”, “a exigência é grande”, “o estágio é igual ao presencial” vão transformando o conceito preliminar de desconfiança em um sentimento de seriedade e de certeza em que a diferença entre presencial e à distância está na modalidade do ensino e não na qualidade.

DATA MUNDO – Como, em sua opinião, o mercado de trabalho reage à possibilidade de ter que contratar um profissional com essa natureza de formação?

MARCELO IORIS KOCHE (Diretor da UNIGRAN) –     Temos tido experiências positivas. Não tivemos relatos de alunos que foram preteridos por fazerem curso EAD. Vários dos nossos alunos conseguiram empregos, estágios,etc. Muitas empresas até preferem, pois o empregado não tem que ser dispensado mais cedo para pegar ônibus ou se deslocar para faculdade todos os dias.

DATA MUNDO – Do ponto de vista da legalidade, junto ao MEC especificamente, existe algum entrave que se some às outras tantas dúvidas do candidato a ser “universitário virtual”?

MARCELO IORIS KOCHE (Diretor da UNIGRAN) – O MEC é o maior defensor, ao contrário de imaginar que tenha criado entreves aos alunos. Tanto que dá a liberdade de a instituição citar ou não se o curso é EAD no diploma. Com diplomas iguais, direitos e deveres iguais também. Como Enade entre outros casos, a proteção quanto ao possível preconceito está sendo feita.

DATA MUNDO – Qual o perfil majoritário do candidato a fazer uma universidade virtual?

MARCELO IORIS KOCHE (Diretor da UNIGRAN) – Isto pode variar de instituição para instituição. Em nosso caso, muitos deles já estão na segunda graduação. A média de idade também é um pouco maior, na faixa de 30 anos para cima, enquanto no presencial predominam jovens com idade entreposta aos 18 e 25 anos. Normalmente são comerciantes, profissionais liberais, pessoas que viajam bastante pela empresa e mães com filhos pequenos.

DATA MUNDO – Você entende que o nível de conhecimento oferecido pela experiência virtual será sempre o primeiro aspecto a ser argüido? Ou esse comportamento é apenas reflexo da resistência ao novo?

MARCELO IORIS KOCHE (Diretor da UNIGRAN) – Avaliações do MEC e resultados do ENADE são sempre referências para nível de conhecimento adquirido. Outras avaliações com nível dos professores, proposta de Ensino Também. Se estes resultados forem positivos servirão de crédito para o EAD.

DATA MUNDO – Alguns educadores dizem que a convivência em sala de aula é uma experiência enriquecedora. Como é que se compensa tal perda?

MARCELO IORIS KOCHE (Diretor da UNIGRAN) – É claro que a convivência na sala é enriquecedora. Por isso também é possível em EAD. Salas de bate-papo, fóruns de discussão, e-mails entre ferramentas também enriquecem. Grupos de estudos presenciais no pólo de apoio e tutores ajudam a preencher esta lacuna.

 DATA MUNDO – Já há quem diga que a Universidade Virtual já percorre um viés de preconceito ao eliminar de seus quadros um aluno que seja um excluído tecnológico. Você concorda com essa leitura?

MARCELO IORIS KOCHE (Diretor da UNIGRAN) – Não. Acredito ser possível incluir este ano. É nisto que o pólo presencial é fundamental.   No nosso caso, ele oferece computadores e internet sem custo para o aluno como também orientações de como operacionalizar a ferramenta.

DATA MUNDO – O ensino via internet tem propiciado cursos muito mais baratos. O barato não se soma ao gerar desconfiança?

MARCELO IORIS KOCHE (Diretor da UNIGRAN) – É difícil afirmar que o preço ajuda a levar a esta desconfiança. Acredito ser mais uma questão cultural de vencer barreiras sobre o novo.

DATA MUNDO – Os mecanismos para aferir o aprendizado do aluno não podem ser facilmente burlados, como denunciam os que se contrapõem ao Ensino Virtual?

MARCELO IORIS KOCHE (Diretor da UNIGRAN) – Alunos do presencial também podem burlar. Quem garante que o trabalho entregue não foi feito por outra pessoa. Se o aluno não apresentar o trabalho em sala de aula, não tem como o professor afirma que foi ele que fez. E o caso de exigência de provas presenciais no pólo. E as novas experiências que tivemos, por exemplo, como apresentar monografia, etc, via webcam ou teleconferência buscam equacionar este possível problema.

DATA MUNDO – Em sua opinião, a faculdade virtual é o caminho futuro para a formação superior ou é o estágio marginalizado para quem procura alternativas simplesmente?

MARCELO IORIS KOCHE (Diretor da UNIGRAN) – Sem dúvida é o caminho, principalmente em um país continental. Multinacionais, bancos e grandes empresas já usam este método para reuniões, treinamentos e negociações. Cada gerente ou funcionário participam da sua filial não sendo necessário deslocamento. Mas tenho certeza de que são públicos diferentes. O presencial nunca vai morrer.

DATA MUNDO – Em sua opinião, o medo de não se tornarem competitivos, pode afugentar alunos potenciais da experiência virtual?

MARCELO IORIS KOCHE (Diretor da UNIGRAN) – O sucesso do EAD está no sucesso dos alunos do EAD. O resultado deles no mercado de trabalho pode gerar crescimento, diminuição ou estagnação desta modalidade no futuro.

DATA MUNDO – Há quem imagina haver uma imposição de conhecimento em torno do manuseio do computador e da internet para tornar-se aluno. Essa demanda, de fato, existe?

MARCELO IORIS KOCHE (Diretor da UNIGRAN) – A maioria dos sistemas é de simples operacionalização. Não é necessário conhecimento aprofundado de informática para ser aluno. É claro que quanto mais entender de informática melhor. Mas se o aluno quiser, com certeza consegue operacionalizar os sistemas. Entre os sistemas que conheço não vi nenhum que seja muito complicado de operar. Basta um pouquinho de vontade e dedicação.