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POR GRANA OS HOMENS IRIAM!

Tomada de opinião feita pelo DATA mostra que "nem por dinheiro" a maioria das mulheres,
diferentemente dos homens, deixariam sua cidade para transferir-se para o exterior. Leia!


A crise internacional liderada pelos EUA influenciou decisivamente o comportamento dos trabalhadores de Poços de Caldas, Varginha, Pouso Alegre e Alfenas. A saída para a vida de muita gente, durante um bom tempo, foi, de fato, a possibilidade de ir trabalhar no estrangeiro, sendo que os EUA lideraram, de fato, e por razões salariais, a preferência dos moradores do Sul de Minas.

O DATA, frente à notícia de que, pelo menos 2.000 poços-caldenses estariam se preparando para voltar para casa, quis saber como os moradores das cidades acima relacionadas vêem a possibilidade de transferir-se para o exterior em busca de trabalho e de outros sonhos. Para aferir a quantas andam as pretensões desses trabalhadores, o DATA ouviu, via telefone, entre os dias 7 e 10 de novembro de 2008, 44 trabalhadores, maiores, sendo 50% de homens e 50% de mulheres nas quatro cidades, propondo a seguinte pergunta:

Se pudesse, você se transferiria hoje para o exterior
pelo sonho de uma boa fonte de renda?

Embora os pesquisadores não tenham tido cuidado em separar o resultado por cidade, pôde se verificar em todas elas haver uma maior resistência em relação à possibilidade de transferir-se para o exterior.  Os números apurados mostraram que a crise não é o maior problema. O responsável pela maior resistência dos moradores das quatro cidades está centrada na esperança de que novas oportunidades surgirão na região.

Um outro fenômeno apurados nessas conversas foi o que a crise norte-americana está sendo atenuada pela vitória de Barack Obahma, de quem espera-se muito. Trabalhadores das quatro cidades ouvidos pelo DATA disseram que se fosse pela crise simplesmente eles se transfeririam, sim. Pois acreditam que o novo presidente americano terá força suficiente para contornar a crise e devolver aquele país à normalidade.

Entre as mulheres entrevistadas, 27% delas iriam para os EUA, sim; enquanto no grupo masculino, 45% topariam a idéia. Apenas 6% dos homens não iriam se tivessem uma oportunidade, enquanto 54% das mulheres disseram que não deixariam sua cidade por nada; 18% dos homens afirmaram que tudo dependeria da oportunidade, enquanto 14% deram a mesma resposta; por fim, 10% dos homens não quiserem responder e 5% delas não souberam o que responder.

Outra coisa que ficou bastante clara na pesquisa foi que as mulheres são mais incisivas na declaração de amor pela cidade em que vivem, enquanto os homens não se preocuparam em mostrar essa “infidelidade”.