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ELAS SÃO MAIS SINCERAS
Tomada de Opinião do DATA mostra que as mulheres, se tivem que pagar por sexo, não
mentiriam. Eles escamoteam e tentam caiar essa verdade. Veja, aqui, o conflito de opiniões

Na estréia da colunista Aline Kaori, a formanda em Psicologia que vai assinar a coluna “comportamento.com”, e inspirado pela repercussão da tomada de opinião do DATA que quis saber se  as pessoas fariam sexo por dinheiro, os nossos pesquisadores ouviram, via telefone, 56 moradores das cidades de Poços de Caldas, Varginha, Alfenas e Pouso Alegre, todos maiores; sendo 28 mulheres e 28 homens. Como o universo pesquisado foi relativamente pequeno, o DATA optou por desconsiderar a diferença numérica entre homens e mulheres existentes na região que foi alcançada pelos “telefoneiros” do portal, bem como as diferenças populacionais entre as cidades de portes diferentes.

O levantamento aconteceu entre os dias 4 e 6 de dezembro de 2008. A novidade, desta vez, foi o elevado número de pessoas que não quiserem responder à questão proposta. A editoria responsável pela apuração dos resultados entendeu que as mulheres, mais uma vez, foram menos artificiais nas respostas e os homens tentaram defender posições que não são condizentes com o seu comportamento. Assim que os “telefoneiros” do DATA se identificavam e explicam o motivo da tomada de opinião, a pergunta era feita: Você contrataria os serviços de um profissional do sexo? Eis, abaixo, o quadro de respostas:

Você contrataria os serviços de um profissional do sexo?
RESPOSTAS
ELAS
%
ELES
%
Sim. Contratariam os serviços.
4
14,20%
5
17,80%
Não. Não contrataria os serviços
4
14,20%
2
7%
Não souberam responder.
5
17,80%
7
25%
Talvez usassem os serviços.
10
36%
8
28,50%
Não quiseram responder.
5
17,80%
6
21,70%

Dos dois grupos, os homens foram também os que mais se negaram a debater a questão, mostrando-se mais conservadores com relação a tais assuntos. O DATA conversou com seus pesquisadores ao fim do levantamento e pôde concluir que havia mais verdade nas respostas femininas, vez que as mulheres trataram a pesquisa com mais seriedade, dando maior importância ao tema da mesma. Os homens entrevistas, por sua vez, riam e faziam piadas com a pergunta proposta, roubando um pouco da seriedade do levantamento feito.
Também foi muito fortemente percebido pelos entrevistadores que os homens evitaram anunciar o seu estado civil, ao tempo em que as mulheres, à primeira vista, não titubeavam em anunciar essa condição. Percebeu-se também, entre as mulheres, que as respostas eram muito parecidas independentemente da sua condição civil. Tanto casadas quanto solteiras tiveram a mesma reação frente à pergunta proposta. Do outro lado, homens solteiros e anunciadamente casados tiveram comportamentos extremamente diferentes e respostas opostas para o que foi questionado.