Embora silenciosamente, cresce, no sul de Minas, o número de casais que empreendem viagens – às vezes até muito longas - para participar de eventos ligados ao hábito do swing. Campinas e Belo Horizonte são as cidades preferidas desses casais, embora haja gente com disposição bastante para viajar todo o país em busca desses acontecimentos.
Embora se evite alardear, há um considerável número de casais de Poços de Caldas, Alfenas, Pouso Alegre, Passos e Varginha – dados extensivos a cidades menores da região - que, mantendo um canal entre si, organizam-se para essas viagens. Diferentemente do que se pode pensar, como apurou o DATA, em regra esses casais são formados por pessoas que têm terceiro grau, verdadeiramente casados, com idade entreposta a 25 e 45 anos, com situação financeira bem resolvida e, predominantemente, com mais de cinco anos de casados.
|
Fotos como esta "rodam" a internet como o testemunho de
que a "troca de casais" é um hábito crescente no sul de MG
|
Depois dos riscos assumidos e dos zelos tomados para estabelecer os primeiros contatos, esses casais são fiéis ao compromisso de se manter dentro de um espaço que reúne participantes já conhecidos, e evitam caminhar rumo a novos experimentalismos. A.C.A.S., casado há 8 anos, profissional liberal, residente em Botelhos, confidenciou ao DATA que os casais têm uma agenda anual de festas e acontecimentos envolvendo adeptos ao swing e que, não raro, empreendem viagens de até mais de 2 mil quilômetros para cumprir tal calendário. Segundo ele, é comum que casais aqui da região até viagem juntos para diminuir despesas e tornar “menos cansativa a viagem para todos”. O importante como adverte Adilson, é ter consciência de que há gente séria por trás daquilo que está sendo promovido.
L.C.A., 33 anos, funcionária pública, casada, disse ter participado com o marido de três eventos como este e resumiu como “organizados e de alto nível” tais acontecimentos. Segundo ela, “as pessoas acham que é swing é a expressão máxima do desrespeito e da anarquia sexual, com libertinagem de toda ordem. Mas enganam-se, pois há um senso de responsabilidade de todos aqueles que se envolvem”. Ela garantiu ao DATA que participar de uma festa de swing nem sempre resulta na troca inevitável de casais. “Em uma das vezes em que fomos num evento que aconteceu em Recife, apenas nos excitamos, vimos gente bonita, transamos entre nós, e eu e meu marido não fizemos nenhuma troca porque não pintou a química, nem o desejo”.
|
Para participar de eventos que promovem swing, casais do
sul de Minas viajam, às vezes, até milhares de quilômetros!
|
Mas há também opiniões divergentes. Há quem garanta que os eventos que têm no swing sua única razão são alimentados pelo desejo da “troca de casais” e percorrem caminhos marcados por perigos e riscos. Os perigos, como afirmou um ex-adepto, L.C.G., de 51 anos, comerciante, morador de Alfenas, desquitado, vão desde a possibilidade da divulgação de sua identidade e imagens íntimas, até a questão de doenças adquiridas em tais relacionamentos. Diferentemente disso, como garante a fonte ouvida pelo DATA PRIVÊ, tais acontecimentos não se justificariam se não houvesse sexo envolvido. E concluiu: “Neste caso, o proibido é o prazeroso e, por isso, tem um preço a ser pago”.
|
Alguns casais assumem o risco de fazer registro fotográfico
dos encontros para, depois, veicular os eventos na internet!
|
G.A.C.G., casada, dona de casa, 36 anos, residente em Água da Prata, disse que, hoje em dia, os casais estão se traindo o tempo todo. Para ela, a prática do swing, para quem gosta, é uma maneira de exercer honestidade e “derrotar o falso moralismo que ainda faz parte da estrutura do casamento”. Gisele disse que “compartilhar, seja o que for”, é uma forma de fortalecer laços do relacionamento e evitar que a traição se torne um hábito do dia a dia dos casais que não têm coragem de conversar sobre tabus.
|
Casais com terceiro grau, resolvidos financeiramente e, de
fato, casados, são o "perfil predominante nesse encontros"!
|
|