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Como no resto do mundo, a internet em Poços de Caldas e em todo o sul de Minas Gerais tem servido para aproximar pessoas, produzir informações, promover conhecimento e alavancar vendas de marcas, serviços e de produtos. Muitos canais, talvez centenas deles, de várias naturezas, levando conteúdos diferentes, estão neste momento “no ar”, funcionando em toda a região, e atingindo, cada um à sua maneira, a uma leva de internautas sempre aflitos por tantos novos conhecimentos e experiências.

Além de todas essas possibilidades que o DATA elenca aqui, um novo perfil de usuário da internet começa a despontar, gerando segundo alguns especialistas, uma considerável dose de preocupação. Gente que tenta resolver pela internet os seus crônicos problemas de solidão e de uma vida “apartamentada”: é o internauta que paquera, namora, conversa, flerta, trai e até faz sexo por essa via eletrônica que se mostra sempre cheia de muitos corredores prováveis. Por mais estranho que possa parecer para algumas pessoas mais resistentes ao experimentalismo, o sexo virtual entre os “heteros” ou entre os “homos” ganha, a cada dia que passa, mais e mais adeptos, pelo que o DATA pôde apurar.

 

Abrir a webcam para a consumação do sexo virtual é um ato
de pura confiança. Eis, a foto extraída do Google pelo DATA

Sem cientificidade bastante para que esta verdade seja transformada em tese, o portal DATA MUNDO vai reunindo matéria-prima suficiente para descobrir que a internet está, de fato, se convertendo em um paraíso livre para os solitários, apesar dos riscos e dos alçapões sempre presentes neste caminho de muitas boas e más surpresas. Ali, mesmo considerando dadas limitações, os internautas sentem-se livres para mostrar o que, em uma relação convencional, nunca mostrariam. E daí, para alguns psicólogos, eclode a possibilidade da traição virtual e das distorções comportamentais.

Homens e mulheres, de todas as idades, por razões as mais inimagináveis possíveis, enveredam-se pelas tantas portas que se abrem na internet para encontrar sua “cara-metade”, seu parceiro sexual ou sua aventura de final de semana. E, assim, com os acertos e os tantos tropeços, muitos namoros, relações de amizades e até muitas “corridinhas” aos motéis vão se efetivando a partir deste ponto. Mas é preciso tomar cuidado que muitas armadilhas também esperam pelos mais imprudentes, de onde saem não apenas o “príncipe encantado” mas, sim, o algoz de muitas histórias de dor e de morte.

Imagens como esta, vão vazar da intimidade dos internautas
Para devassar a vida de gente imprevidente. Foto no Google

Primeiro as salas de bate-papo, depois o MSN e a possibilidade do uso da cam, numa tentativa de materializar um relacionamento, podem culminar em um grande prazer ou em uma enorme frustração. Já há, segundo alguns estudiosos do comportamento, um grupo de pessoas em Poços de Caldas e em todo sul de Minas, que só encontram prazer se o sexo for virtual, ou seja, proporcionado pelo mundo eletrônico. Ou, na melhor das hipóteses, iniciado por ali. Há aqueles também que, motivados pela distância da pessoa amada, fazem uso desses canais para resolver um pouco da saudade.

Segundo levantamento feito pelo DATA, o sexo virtual é uma prática mais recorrente para pessoas entre 28 e 44 anos, no caso das mulheres, desquitadas e viúvas; e entre 18 e 35 anos, no caso dos homens, solteiros e casados, considerando, aqui, os “heteros”. No caso dos gays, essa faixa etária estende-se um pouco mais, indo dos 19 aos 44 anos.  O levantamento mostra também que homens e mulheres, pelo que se sabe, buscam essa alternativa sexual por motivos muitos diferentes. Eles, em sua maioria, por terem sexo sem a construção de uma rotina de compromissos; elas, por fazerem concessão ao parceiro virtual que julgam poder ser o amor que não encontraram pela via presencial.

A prática do sexo virtual espraiou-se em meio à comunidade
poços-caldense. Foto ilustrativa extraída do Google 13/11/08

Seja como for, um outro desdobramento com muitos danos tem sido verificado com essa experiência. Imagens, principalmente levadas via webcam, que deveriam ser matéria-prima de intimidade, artifícios do prazer à distância, tornam-se o deleite doentio de gente que gosta de impor sofrimento ao parceiro, sujeitando-o a uma exposição sem limites. A todo momento, temos notícias de mulheres, principalmente, que envolvidas em relacionamentos virtuais vêem a sua vida exposta, com fotos íntimas e vídeos sensuais postos ao alcance de toda uma comunidade virtual. E com o milagre da tecnologia, em poucos minutos, estas pessoas têm a sua vida devastada, sua intimidade completamente invadida, por um veículo que devia ser a redenção do princípio da liberdade, e não o cerceamento desta.

Os primeiros encontros virtuais já são o bastante para que os
internautas lançam-se sexo virtual, como pôde apurar o DATA

Seja como for, o DATA entende que a janela não pode ser responsabilizada pela paisagem. Ou seja, a internet mostra o que a sociedade é capaz de produzir. E em um estado amplamente democrático, é claro que muitas das coisas que aprovamos e outro tanto do que desaprovamos vão ter sempre espaço em todos os canais existentes em Poços de Caldas e em todo sul de Minas Gerais.

 
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