COMPORTAMENTO - Há muito tempo os homens revelam o grande fascínio que têm por roupas de mulheres. As íntimas, principalmente. E não apenas para observar, como se pode imaginar, mas para fazer uso. Ao tempo em que o fascínio pelas roupas de mulheres fortalece a imaginação do sexo oposto, veio também possibilitar o surgimento dos travestis e os crossdressers. Estes, entretanto, sem qualquer conotação exclusivamente sexual, enquanto os travestis possuem um componente sexual decisivo e bastante tipificado.
Voltado para esta questão, e provocado por leitores que buscam essa matéria-prima, o DATA PRIVÊ apurou que, no sul de Minas, além da presença pública dos travestis e da existência sufocada de crossdressers (que, como é habitual, circulam nas caladas, em reuniões fechadas, etc), uma nova modalidade surge fortemente, com presença acentuada nos espaços virtuais: homossexuais, mais marcantemente os passivos, em maioria casados, que adoram roupas femininas, as íntimas, sobretudo.
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Foto captada pelo DATA nas páginas do ORKUT de usuário
que não bloqueou o álbum para não-amigos. Caso comum.
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O DATA colheu depoimento de A.M.B, comerciário, natural e morador de Varginha, 31 anos, casado, pai de duas meninas, e que privativamente a esta reportagem admitiu buscar prazer, fazendo uso das roupas íntimas da própria esposa para exibir-se na webcam a parceiros selecionados nas salas de “bate de papo”. Ao ser perguntado se se julgava homossexual, rejeitou o rótulo e disse nunca ter mantido qualquer relação sexual com pessoa do mesmo sexo. Mas não se esquivou do fato de ter conseguido várias sessões de prazer, masturbando-se frente à webcam ao vestir, desde tangas e calcinhas, até peças menos íntimas como vestidos, saias, etc, da própria esposa. “E isso, claro, sem que ela saiba”, completou ele.
Homossexual assumido, morador de Poços de Caldas, 23 anos, estudante, que não quis se identificar apenas para não “acalorar a discussão entre os seus chegados”, disse que o uso de roupas íntimas femininas está muito mais ligado ao desejo de parceiros ativos. Muitos deles, principalmente nas relações virtuais, “exigem isso de nós”. L.C.S.P disse ao DATA que os mais exigentes quanto a esses artifícios são os homossexuais ativos, não-assumidos, em regra casados, pais, e que levam, do modo que é possível, uma vida dupla.
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As roupas, em regra, mostradas nas fotos são das próprias
esposas, e usadas, claro, sem que as mesmas tenham idéia
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Além das webcam, que são um estágio avançado deste tipo de relacionamento, as fotos têm sido, de fato, o artifício mais usado para realimentar o espaço sexual que vai sendo construído na “rede”. É evidente que sabemos que muitas das fotos que “rolam” na internet, via MSN e Orkut sobretudo, podem até nem ser daqueles que as enviam. Mas elas são verdadeiras e devem ser vistas como um acessório fartamente usado como otimizador de desejos abafados.
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Para homossexuais, aparecer na webcam de calcinha é uma
exigência dos ativos, como foi dito, em entrevista, ao DATA.
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Longe de qualquer julgamento, e nem foi essa a idéia do DATA, muito pelo contrário, o que se pode apurar é que no Sul de Minas, como no resto do país, o milagre da internet tem se prestado a facilitar a multiplicação de mensagens escritas, visuais e comportamentais repudiadas pela sociedade. Necessidades que não seriam, em tese, admitidas sem uma grande resistência nos canais mais tradicionais.
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Fotos, como esta, que rolam na net são fruto de infidelidade
de parceiros que as exigem. Parte das vezes, publicam-nas!
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Como o DATA apura o seu sentimento de Democracia, evitando que se instale em seu Conselho Editorial qualquer manifestação de censura, coube-nos simplesmente registrar o que a comunidade produz. E, portanto, não vamos culpar a janela pela passagem que há lá fora.
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