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O sexo abre portas para muitas possibilidades, principalmente quando se tem uma mente inventiva e com ampla capacidade de imaginação. Por isso, embora para muita gente a idéia ainda possa parecer absurda, em todo o sul de Minas, começa a ser recorrente, já que não se pode dizer “comum”, um experimentalismo sexual bastante discutível: o hábito da “troca de casais”. Gente que quer explorar as fronteiras do sexo começa a se sujeitar a caminhos vistos por muitos como absolutamente inconcebíveis.

Foto extraída pelo DATA de página do Orkut onde os casais se
anunciam mostrando, em regra, supostas esposas como iscas.

É bom que se diga que a “troca de casais”, diferentemente do que muitos “dateiros” podem imaginar, está muito distante da prostituição e do conceito simples da mera traição. Pelo menos essa é a advertência que fazem alguns casais que já vivenciaram a experiência, ou que fazem dela uma prática cotidiana. Segundo eles, nada de “baixaria” ou promiscuidade. Trata-se meramente de opção. Casais formalmente unidos, ou não, mas que têm uma dada estabilidade, são os mais tendentes a esse tipo de prática. A decisão de “trocar” é sempre resultado de conversa e entendimentos construídos dia a dia.

Tendo o rosto protegido, mulheres continuam sendo matéria de
atração para os casais que se interessam pela prática do swing.

Por isso mesmo, como o DATA apurou, há uma demanda por se buscarem informações acerca de outros pares que querem participar da “troca de casais”.

 

PRIMEIRO PASSO 

As salas de bate-papo do UOL, no caso de Poços de Caldas, Varginha, Três Corações, Lavras, Alfenas, dentre outras cidades, têm sido usadas como um primeiro passo. O DATA apurou junto a um casal que não permitiu ser identificado (por motivos óbvios) que ali, referindo-se às salas de bate-papo, começa tudo. Na sala, trocam-se as primeiras informações e se “rolar o sentimento” de que, do outro lado, há uma pessoa confiável buscando as mesmas coisas, então vêm os avanços seguintes.

O primeiro passo também pode ser dado através do Orkut que, por sua vez, também tem prestado um importante serviço para os casais que buscam parceiros para tal empreitada. Ali exibem-se fotos (nem sempre verdadeiras), detalhes de um suposto perfil, trocam-se mensagem até que se chegue ao segundo passo.

Fotos das supostas esposas são mostradas em série. O DATA
apurou que os homens são menos exibidos do que as parceiras

 

SEGUNDO PASSO

O segundo passo tem sido a troca de MSN. O casal entrevistado pelo DATA garante que todos aqueles que querem experimentar a “troca de casais” criam endereços falsos (MSN) para se proteger do risco que há embutido nesse canal. Assim, surge a troca de fotos (ainda que não sejam enviadas, mas só exibidas) e num estágio de confiança estabilizada faz-se, então, uso das câmeras.

Este tem sido um caminho percorrido por iniciantes, vez que casais declaradamente adeptos dessa prática viajam, às vezes, por todo o país, em busca de casas, boates e clubes voltados para a “troca de casais”. Embora seja um círculo difícil de ser identificado, sabe-se que em Poços de Caldas já existe um grupo de casais que mantém viva a idéia dessa experiência.

Verifica-se que as fotos são caseiras, e esse recurso serve para
transmitir confiabilidade aqueles que se interessam pela “troca”.

 
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