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APICULTORES COMUNGAM FENÔMENO

Apicultores de todo o Brasil reúnem-se em Muzambinho, sul de Minas, e reclamam
do sumiço de abelhas em suas colmeias. Fique por dentro do que está havendo.


Criadores de abelha de todo país estiveram reunidos em Muzambinho, sul de Minas Gerais, para discutir o mercado do mel. A principal discussão do congresso é sobre o aperfeiçoamento da produção.

Além das palestras, foram realizados 15 mini-cursos com temas desde manejo, nutrição de abelhas sem ferrão até produção de rainhas e melhoramento genético.

A maioria dos apicultores está satisfeita com a atividade, mas preocupada com um fato estranho: a fuga repentina das abelhas de suas colmeias.

Deoclécio Navas trabalha com apicultura há 13 anos. Ele vive com a família no município de São Pedro da União, sul de Minas. Na propriedade, 40 apiários produzem uma tonelada de própolis por ano. Agora, ele também vai começar a colher mel.

A falta de abelhas nas colmeias vem atrapalhando a atividade, só nos últimos 20 dias, o produtor conta que 50 enxames deixaram as colmeias.

O problema é recorrente e tem preocupado os apicultores da região. De repente, as abelhas abandonam as colmeias e desaparecem, um fenômeno que ainda não tem explicação.

O caso foi registrado inclusive no Instituto Federal de Educação, em Muzambinho, onde existem três apiários voltados para o ensino e a pesquisa. O estado produz, em média, cinco mil toneladas de mel por ano, o que representa 12% da produção nacional.

Segundo Sávio Dutra, presidente da Associação dos Apicultores de Muzambinho, todos os 40 criadores ligados à entidade têm enfrentado a situação. O quadro atrapalha a atividade e diminui a rentabilidade, cerca de 25% da renda está comprometida.

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